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Uma língua em geóglifoscantaria na ave...!- está escrita no pássarocanta na concepção melódica da ave ...:e por essa música "geoglifada" na partitura avícoladescreve-a conceituando em genesna forma do corpo anatômico e fisiológicogeométrico corpoda ave concebidaquase sem pecadonão fosse a concepção geométrica do serque apaga o enteEssa linguagem em geoglifos- está escrita no poeta!porquanto na alma do poetacanta um idioma em geoglifos!incrustado no espíritonada santoe paradoxalmente todo santose não se apegar aos fracionamentosa revolver o homem em camadas sedimentaresdentro do poetao qual sobrevive no interior do homemTodavia o homem- o comum dos homensnão tem o poder de lerem idioma geoglíficograças aos seus apodosanodos catodos geodose tropos : litote antonomásiasinédoque hipérbole metonímiametalepsia perífrase- graças à Polímnia! :Musa da retórica- graças às três graçase graças à sua graça na garça!ó garça no paulbranca na vela da luz solar...:- e graças à sua graça"Stela" bela- beta na manhãalfa à noiteUm idioma em geóglifosnem pode ser lidoem logos de homemSomente pode ser ouvidoe lido na lida da escritanaquele ato de poetano vidro da vida- mas não na literatura do poeta!,a qual dá à ciênciaum pouco da esmola sapiencialem vocábulos polifônicosna terminologia de GoetheDostoievski-ModiglianiChopin-ChampollionPlatão-PlanckEuclides-Descartesdentre outros poetasoriundos do fundo- do mais profundodas várias línguasque são linguagensmetafísicas ou matemáticas cuja poesianão pode ser escritapintada ou esculpidasenão na almado ornitorrinco e do ornitólogodo macuco e do malucoque é o homem( - e somos nós!poetas soterradospor camadas geológicas da terrano corpo e fora do corpoao montes nos montese pelos montes amontoadosem montanhas e serras e cordilheirasvincadas pela escrita geoglifica do solque não lê em cuneiformenem tampouco em hieróglifosgrego coptaou sânscrito dos sânscritos )A língua geoglíficahaurida do cosmosdesce ao anjo naturalmensageiro dos poetas porque tão-somente os poetas vitaisvirais e vitalíciose poetisas tais( mais que tais! :a mulher é muito mais vital-viral-vitalícia...)têm acesso a elaexposta em estelaou quando amarelana folha de outonoescrita aliou na asa da borboleta amarelaque passa pelo amareloo amarelo-canário ou ouropintado no espectro dos olhosdos pintores impressionistasà la Claude Monetum poeta-vaga-lume de luz radiante- ambienteContudo não podem escrevê-lana sua poesiaos poetas- mas apenas na sua alma!,porquanto é um códigopraticamente intraduzível em outro idiomaapenas passível de versãoem outra linguagemou outra línguaenfim, em língua-linguagempara além de qualquer escrita para leitura e literaturapois não está arraigadano depois temporal do verboo qual inventa e emiteum tempo para inexistência do homem- tempo para homem mortoque não tem mais tempojunto às ervas verdejantesesparsas nos passos dos caminhos plantados com os pésA aventura de traduzirtal língua em vernáculoou em qualquer outro código linguísticoou de linguagemé algo assim como fazer traduçãodo galo para o francêsou do francês ao galo- da antiga Gália onde vivia o gaulêsno geodo do corpoescrito com genesem um código de comunicação em geóglifos- um dentre infinitos códigos de comunicação geoglíficase há algum infinitoem linguagem matemática "algebricada"que pensa o todo e mais que o todo :o infinitoe o nadaoutrossim algebrizado- o nada que denega tudo nos atos dos matemáticos apóstolos dos poetas e dos filósofos na nadificação - do nado ao nada ( e do nada ao nado?!... )
Uma língua de geóglifos está escrita no pássaro - está escrita no poeta mas o homem nem a pode ler graças aos seus apodos - graças à sua garça "Stela" bela - beta na manhã alfa à noite Um idioma em geóglifos nem pode ser lida no logos do homem Somente pode ser ouvida lida e escrita na literatura do poeta que dá à ciência um pouco de esmola em vocábulos polifônicos na terminologia de Goethe ou Dostoievski ou Modigliani dentre outros poetas oriundos do fundo - do mais profundo das várias línguas que são linguagens metafísicas ou matemáticas cuja poesia não pode ser escrita pintada ou esculpida senão na alma do ornitorrinco e do ornitólogo do macuco e do maluco que é o homem ( - e somos nós! ) A língua geoglífica é haurida do cosmos Os poetas têm acesso contudo não podem escrevê-la na sua poesia mas apenas na sua alma porquanto é um código praticamente intraduzível em outro idioma apenas passível de versão em outra linguagem ( A aventura de traduzir tal língua em vernáculo ou em qualquer outro código linguístico ou de linguagem é algo assim como fazer tradução do galo para o francês ou do francês ao galo - da antiga Gália onde vivia o gaulês no geodo do corpo escrito com genes que são um código de comunicação em geóglifos - um dentre infinitos se há ao menos um infinito em linguagem matemática-algébrica que pensa o todo e mais que o todo : o infinito e o nada que denega tudo nos atos dos matemáticos - apóstolos dos poetas )
A lua assomou sobre o Edifício Flamboyant como se fosse um chapéu sobre a mole um adorno feminil ( à maneira de Modigliani! ) compondo-se com os cabelos negros de uma mulher bela em plenitude e pujança com a juventude pintada nas madeixas bastas - negras tranças na cabeça da noite ( A noite é a deusa Hebe e a deusa Nix dependendo do referencial no olhar em perspectiva ou das concepções bifrontais postas em ser na cabeça do deus Jano - o bifronte! ) A beleza noturna soturna quase em surdina em noturno pianíssimo ( A noite é a segunda beleza e a segunda diva depois da mulher - é a segunda mulher! ambas carregando no ventre a pura poesia do eterno feminino de Goethe - que o poetas nomeiam como deusas os atributos femininos ou tudo o que se via na antiguidade em sua psicologia e antropologia e zoologia que denominamos errônea e levianamente de mitologia quando é ciência em forma poético-filosófica em na forma do belo que exprime e descreve e analisa todos os gestos e atributos humanos e naturais de maneira holística nas formas científicas que chamamos fábula quando fala da zoologia ou mito quando aborda toda a antropologia e sociologia e psicologia humana... ) A lua cheia banhada no amarelo ouro - o plenilúnio pairando sobre a terra despojada do filão das minas gerais - filão de ouro e ferro e trem-de-ferro e ferrete e sais minerais e outros minérios e minerais de ferro e ferrugem ferruginosos óxido de ferro - tudo assente na terra e no dente do gentílico / pois a terra tinha tantas minas com filão que cabia na boca e dentes das gentes animava o sorriso áureo do garimpeiro - do mineiro matuto do tabaréu e da tabaroa bem como no nome de Minas Gerais / - atual estado de alguns eleitos para tal empresa porquanto estado no Brasil ainda significa feudo na prática práxis axial do vocábulo ou não o que diz o vocábulo mas o que manda dizer o dono da voz e vez porque aqui ainda funciona o moinho medievo É genético não tem muda está no vegetal do homem entranhado no sistema nervoso vegetativo - tudo transitando transido de medo entre a casa Grande e a Senzala que este é o Brasil social perene lido e escrito em genes ( está no genoma ) Portanto, mineiro, pegue a bateia e vem atrás das minas gerais ser mineiro - vem ser mineiro! conquanto cônscio de que os governos sempre roubam o quinto do ouro a história antiga sendo reescrita perenemente por sobre o pergaminho ou papiro ou papel da história das minas nos quintos dos infernos quando mandava El Rey de Portugal e Algarve Hoje continuam a levar do povo até o "quinto dos infernos!" se pudesse existir alguma fração matemática para designar o imaginário inferno de Dante um poeta que entrou no inferno em busca da bem-amada assim como já o fizera Orfeu inveterado lírico cantor cheio de candor no amor - galo cantor na zoologia enquanto instância da ciência e da zoomorfia ou antropozoomorfia enquanto deus na pele de Anúbis que ilustra bem o antropozoomorfismo que poesia um deus no mundo - pois poetizar um deus no mundo é o mesmo que postar - postá-lo nas aras e no saltares e no livro dos mortos - que sempre é o livro dos poetas! A onomástica da terra veio pelo veio das mimas então gerais demais - então minas gerais nome originário do veio da terra porquanto o que nomeia a terra diz da etnia e do povo da terra e dos andarilhos e arrivistas que vieram tomar o território aos indígenas com grandes bandeiras e espadachins cuja destreza leva a mão a escrever a história da vitória de Samotrácia - que a história é sempre do vencedor que a escreve sobre o pó e com o sangue dos mortos aos olhos vermelhos dos demônios a espichar o rabo até a cauda do fauno abarcando vida e morte o preto no branco o dia na noite o xadrez no tabuleiro Somente com os passar do pó dos séculos / depois que o tempo vira pó de madeira nativa / ( o tempo é a parte móvel do espaço ) / sai dos alfarrábios para os olhos dos sábios / desenhado com o dedo na poeira local da vida que foi alfa um dia cintilou em alfa do centauro para a vida que é agora quando o espaço empurrar um outro pedaço de espaço / que se desloca paulatinamente / formando o tempo ou o conceito do tempo ou a intuição do tempo conforme o tempo seja o temo real dado no mover do espaço ou o espaço filosófico de Kant-Shopenhauer que é um sentido interno no homem Dessa espécie de erosão espacial / que se passa na mente ou em natureza nasce o tempo / que é movimento de parte do espaço / movido a torque de algum motor / que se moveu primeiro / depois do motor originário / ( o motor de Aristóteles ) - motor, portanto, que se moveu segundo / ( e não primeiro, mas segundos antes / segundo os Evangelhos e os escritos no Tanakh e Corão / e em tudo que é santo e sábio livro ) / - motor movido a trilhões de anos após o movimento originário / cujo movimento ocorreu antes das estrelas / das cefeidas e anãs brancas / azuis amarelas vermelhas castanhas - antes da eclosão do universo / antes do segundo motor / escrito no espaço / descrito no tempo / - motor descritor lido prensado nos alfarrábios dos rabinos ( Ao ler o alfarrábios / os eruditos inteligentes provam apenas o sabor dos signos nos significados / enquanto eruditos simplórios se enterram sob sete palmos de signos mortos com os mortos despidos do contexto de alma e tumba ) Os sábios, entretanto, provam diferente do vulgo ignaro / parvo parcial parco e patético / pois detectam pelo gosto / a história em pó nos alfarrábios / (onde os mortos vivem em signos e micróbios conjuminados com ácaros traças carunchos... ) / e a relação que mantêm com a história escrita no alfarrábio lido / é tal qual como se fosse o ato de degustar a fruta do pequi / fresca e viva no sabor amarelo de outro ouro da vida / numa curva que alonga o amarelo das abelhas / - amarelo em mel e listas rajadas no abdômen / que prova o gosto originário da terra / em seu amarelecer para outono / transformando o sabor nativo da terra / em sapiência / gosto da terra / e do ser humano sobre a terra / na história que a terra escreve nas frutas / nas abelhas e nas flores / e no homem ali nativo / irmão dos vegetais e dos animais / filho da terra e d água que erodiu a terra / juntou o arenito e fez o ser humano / ao gosto da laranja da terra - o ser humano cuja história primeva foi escrita em seu corpo com geóglifos antes dos escribas por em sânscrito hebraico grego e latim - o homem em hieróglifos posteriormente em demóticos e por fim nas línguas alfabéticas - grego e latim que o homem moderno desde a história das línguas que narram e pensam as histórias dos homens das línguas alfabéticas está descrito e pensado e grego e latim ) / Sobre o flamboyant / ( "Delorix regia" no latim invulgar ) / flor-do-paraíso e pau-rosa / na voz corrente do vulgo / dispensada suposta malícia das brasas do pau-brasil / no pau-rosa que não evoca a rosa em cor e flor / nem a candura da acácia rubra / na cor da face em carmim da moça dente-de-leite / ou do varão no dente-de-leão / - erva daninha bravia pelos caminhos silvestres / aonde não anda pedestre ou quaisquer transeuntes / que não os silvícolas de antanho / tempos em flor para a palavra fulô / desabrochar o "logos" da flor ) / Sobre a mole do Edifício Flamboyant / a lua tal qual uma chapéu de palha pintado no amarelo da lua pia / adorna a cabeça do enorme prédio / como se fora o sorriso do gato de Alice / arrastada lá do País das Maravilhas / para o lugar onde a clareza dos montes é só metáfora / ou cuja toponímia é um exônimo para designar lugar em Portugal que em Portugal afiançam alguns existiam uns montes que designavam de claros - Montes Claros No mês quadriculado por quadrilhas de junho de Santo Antônio / onde abundam quadrilhas e fogueiras e fogos de artifício / e fogo-fátuos e bandeirolas a ataviar os espaços no tempo / de São João e São Pedro / que ainda andam mansos e santos na sua mansuetude / pelo meio do povo simplório em suas manifestações / - do povo das Minas Gerais / na santa terra prometida em filão de Minas Gerais / para onde peregrinou um arameu errante / que veio de longe e de antes / - muito antes que o tempo formasse o pó / que é o espaço de hoje do corpo / entre imaginários montes vislumbrados no horizonte ( ou seja, longe! de uma longura idílica como o amor romântico e o barco no rio com o pescador descendo pelos cachos dos cabelos da cachoeira cantante - cantarolante ) da terra abençoada com pequi no pequizeiro onde sobe o homem da poeira ao rés-do-chão para formar o corpo humano do nativo com a energia de fogo do sol que coze o homem e assim torna esse ser mera cerâmica industrializada pela natureza onde sobeja o pequi cozido com arroz - sápido e amarelo-pequi em nuance matiz por um triz! planta e fruta que dialoga com a língua anatômica e fisiológica sobre o gosto da terra e narra estórias vegetais e também diz do "logos" geológico da terra à sombra do vale entre as montanhas de Minas - minas sempre gerais pelos campos gerais / que miram a serra do espinhaço / e os arbustos floridos de roxo / na beleza plena do ipê roxo / que circula quedo e mudo / como se fosse uma baiana rodando a saia / na escola de samba / Acadêmicos do Salgueiro / estação Primeira de Mangueira / ou num Império Serrano com anum mais extenso que o romano / ao menos na parábola-palavra do aedo / sem medo de arremedo ou do anum negro que firma a casa da noite Subindo para os morrinhos / ao pé do morro / sonhando com o Santo Graal / vi a lua assomar com face amarela entre o Edifício Flamboyant e Deus / A lua interposta entre Deus e a mole do Edifício - vi-a na vida antes de codificar o ato de olhar palor de luar / em noite na qual pensava na mulher / que Joan Miró concebera numa obra de arte pictórica / Em uma noite em que pintara Joan Miró a mulher que amo! arrancada em raiz herbácea do surreal - aquela que somente vive em segredo e degredo de alma dentro de mim escondida do mundo arredia na ermida do rocio ou antes do orvalho fazer catedral templo para corpo humano onde os cavaleiros negros do apocalipse galopam mas não chegam nunca porque lá o espaço fica entre a lua falciforme negra e o espaço guardado pelo anjo do senhor - anjo de mau a pior de anjo a demônio cavalgando um corcel amarelo - cor do trigo da fome no Apocalipse / dos quatro cavaleiros andantes / arrostando moinhos de vento e moleiros moles / cuja armadura é a mole do edifício Flamboyant onde uma pá de moinho roda / pelo toque das mãos do vento / que move moinhos ( ventos são partes do espaço / que se quebraram do todo espacial / e se transformaram em porção móvel / - quinhão denominado de tempo / pois tempo é espaço móvel / ou parcela do espaço estagnado / que se partiu e se tornou espaço em movimento ) A lua que eu olhava era circular / ovalada ou elíptica como sói dizer o físico / para por o "logos" no jargão da física / que quantifica a luz na constante de Planck / ( Quão em quanta se mensurou o espectro da luz do corpo negro! / após a catástrofe do ultravioleta / naquele momento em tese! / não do momento, mas da tese / na equação literal pela borda da álgebra!... ) / Entrementes cismava eu com a mulher nada imaginária / ( e toda imaginação! ) furtada por uma água-furtada de autoria de Joan Miró / que do ( quedo?) quadro do artista célebre / fugisse amazona sobre um alazão ou égua abstrata para dentro da noite escura nada abstrata - noite acolhedora em trevas a vestir a mulher negra na noite / trajá-la com vestes talares nigérrimas / àquela deusa originária da água da placenta / que um dia ou em outra noite / desidratada cairá no pó da terra / como pó de terra / anjo decaído / ser humano morto / no retorno ao húmus / na volta ao ventre da terra / excetuada a mulher que Miró pintou / imortal na tela mental / protegido de bactérias carunhos e ácaros / pelo tempo que tem no abstrato / o anjo da guarda como relicário / depositário fiel dos tesouros da inteligência / encontradiços no museu do Ancião dos Dias / ( A vida goteja na decrepitude ) Pensava eu na mulher dentro da noite / quando olhei a lua a banhar de amarelo-sertão a mole do edifício / e a poesia aqui e ali plasmada nasceu em minha alma / naquele e neste momento ( nunca é neste o momento! - o tempo nunca é no tempo pois o presente é fugidio e tem mais tempo na lembrança do que no momento-minuto ou na hora do cuco sair alardeando no relógio suíço ) - momento ainda em idéia a caminhar caminheira na estrada - caminhão! a cavaleiro negro da mole do edifício / ( cavaleiro negro laçado no apocalipse! ) antes de vir parar à cova aqui cavada nestes versos mortos nesta escrita / ao descrever a mulher pintada pelo artista catalão / que a pôs em tese na tela / ( redundância no vernáculo para designar lugar ) / dentro da noite em obra pictórica / sobrando nas sombras da noite / nos meandros da alma / e fora do espírito que olha / a noite tingir o dia de trevas bastas / em cabeleiras compridas / ocultando a face feminina da noite / sob um véu negro de cabelos longos / - a mulher polifônica minha em poesia e de Joan Miró em tela escrita e desenhada pintada na surrealidade pela paleta do artista e os signos e símbolos do vate a cantarolar uma barcarola ou uma berceuse par um riacho rolar seixos e a criança amada pelo líquido do sangue que enlaça os mares do corpo humano ( Amor está na corrente sanguínea! ) Todavia eu ia encontrar-me com outra mulher / que nem era mulher ainda / porém apenas ( se isso tudo é apenas ou tão-somente ou uma nonada ) / - tão-só uma menina-moça de quatorze anos / tão só! - e tão só quanto a minha solidão máxime em Robinson Crusoé em solitude na ilha / que é o homem e a mulher em corpo humano e corpo de ilha respectivamente ( corpo de ilha é terra igual corpo de homem ) Ah! solidão e solitude!... similar à solidão e solitude que feria a menina dentro da qual havia um mar vermelho que corria para o amor - que amor é sangue está no sangue! - mar vivo contraposto ao mar morto à marmota e ao mármore no qual Micheângelo ou Rodin... ( Insulado é o corpo humano / fechado em si para a vida / Hermética ilha a vida em seu interior / ou seus inúmeros interiores físicos, químicos, eletromagnéticos, espirituais ... os quais trancam o castelo feudal com ponte levadiça abrindo a flor em racimo apenas ao espírito pensante à alma filosofante que doa amor ao rapsodo que recebe... ) Sob a perspectiva filosofante da obra de Joan Miró / naquela noite que eu imaginava ser uma mulher pintada pelo artista / ( e não uma noite propriamente dita ) / apenas minha filha andaria comigo / Ela estaria junto ao meu caminhar / na melhor parte do meu caminho sob lua / abaixo do luar balouçante / móvel lua similar a um gato sorridente / no escuro que faz tez da madrugada / No seio daquela noite pintada pelo palor do luar / que no novilúnio não é lívido / não é de uma lividez que vai ao amarelo macilento / pálido amarelo do vampiro inexistente / imagem tétrica da noite / representada como ser humano / conquanto morto-vivo / sem o sol regando a diva anterior aos cabelos louros da aurora semi-desperta / mas com a lua e as estrelas notâmbulas / caçando morcegos e corujas pelos coruchéus / sempre, entretanto, contíguo ao alvo que corre no leito ou álveo do leite / da terra que mana leite e mel de abelha amada no favo / com flor de laranjeira para o amplexo na barra da alva / favo engasgado e engastado em abelha / engaste da abelha-rainha / uma gema-viva e mais preciosa / que o tesouro do mel / - arroio suave originário do néctar da flor... Em perene canto de aboio - o arroio... descia a madrugada Andarilhos à sombra imensa da noite / sabíamos que somente minha filha teria genética / para me seguir por aqueles ínvios caminhos de peregrinos / dentre os quais ela buscaria comigo a mulher dentro da noite / não a mulher de Miró integral no corpo de trevas noturnas / mas apenas uma mecha do cabelo da mulher virtuosa / essa safira ou preciosa ametista / pérola negra esmeralda turquesa turmalina / porquanto a mulher virtuosa é um ser quase mitológico / se não fosse tão simples assim / como um unicórnio / ( o unicórnio alegre de Salvador Dali - unicórnio surreal, surrealista sustentado no universo surrealista do pensamento... - que pensa o sonho um jardim para o vegetal - o onírico vegetativo pensante no sistema nervoso que envia mensagens ao corpo humano e ao corpo do unicórnio surreal ou mitológico mítico... - mito que cavalga rito!... ) um ser no meio do existente / - meio existente no meio da vida / em meio ao meio ambiente / porém ser apenas na fauna do cérebro humano / e não ser existente na realidade natural / ( fora dos fatos naturais / presente e existente somente dentro do cérebro / e como símbolo da mente / que criou o unicórnio / como Deus criou o homem e a mulher / para além do meu cepticismo estúpido / que existe ao sabor do pensamento imaginativo do homem / dentro desse mundo interno ) / Enfim, uma mulher bíblica/ já quase inexistente ou em extinção / devido à ação predatória do homem / alienado em mídia ou empresa / ou outros monstros e ogros tais / da alienação do pensamento turvo / - torvo corvo estorvo / Pela mulher dentro do corpo da noite / em parábola de Joan Miró / - na alegoria do artista / a mulher que é a deusa / na pele da noite / noiva da consciência em tez negra / vencendo a foice com que a lua se transmuta / simbolizando o carrasco em forma de sociedade-foice / ( a lua desenha símbolo?!) / - derribando com a guilhotina / a cabeça da mulher virtuosa / mas deixando ainda vivo / por alguns minutos sexuais / minutos finais de atividade elétrica o corpo da fêmea / que é semelhante / não a Deus / ( às deusas gregas e romanas do antigo museu do surrealismo grego... ) porém aos animais no cio / para pasto de faunos e sátiros / de mundo irreais para a paixão / que odeio no cristão / não obstante amar no pagão / românticos surrealistas...: surreais românicos! A mulher em Joan Miró / pura poesia é / mas fora dele também / - é poesia mais vasta / ao se por no mundo / ao por seu ser feminino no mundo / aberto aos campos e prados vastos da filosofia / que pesca e pesa mentes dentro de cérebros / peixes em águas profundas / - pesados cavalos-marinhos sem cavaleiros ou amazonas a montar livres no seu vegetar e na sua pensante-vegetante filosofia do real ao surrealA lua assomou sobre o Edifício Flamboyant como se fosse um chapéu sobre a mole um adorno feminil ( à maneira de Modigliani! ) compondo-se com os cabelos negros de uma mulher bela em plenitude e pujança com a juventude pintada nas madeixas bastas - negras tranças na cabeça da noite ( A noite é a deusa Hebe e a deusa Nix dependendo do referencial no olhar em perspectiva ou das concepções bifrontais postas em ser na cabeça do deus Jano - o bifronte! ) A beleza noturna soturna quase em surdina em noturno pianíssimo ( A noite é a segunda beleza e a segunda diva depois da mulher - é a segunda mulher! ambas carregando no ventre a pura poesia do eterno feminino de Goethe - que o poetas nomeiam como deusas os atributos femininos ou tudo o que se via na antiguidade em sua psicologia e antropologia e zoologia que denominamos errônea e levianamente de mitologia quando é ciência em forma poético-filosófica em na forma do belo que exprime e descreve e analisa todos os gestos e atributos humanos e naturais de maneira holística nas formas científicas que chamamos fábula quando fala da zoologia ou mito quando aborda toda a antropologia e sociologia e psicologia humana... ) A lua cheia banhada no amarelo ouro - o plenilúnio pairando sobre a terra despojada do filão das minas gerais - filão de ouro e ferro e trem-de-ferro e ferrete e sais minerais e outros minérios e minerais de ferro e ferrugem ferruginosos óxido de ferro - tudo assente na terra e no dente do gentílico / pois a terra tinha tantas minas com filão que cabia na boca e dentes das gentes animava o sorriso áureo do garimpeiro - do mineiro matuto do tabaréu e da tabaroa bem como no nome de Minas Gerais / - atual estado de alguns eleitos para tal empresa porquanto estado no Brasil ainda significa feudo na prática práxis axial do vocábulo ou não o que diz o vocábulo mas o que manda dizer o dono da voz e vez porque aqui ainda funciona o moinho medievo É genético não tem muda está no vegetal do homem entranhado no sistema nervoso vegetativo - tudo transitando transido de medo entre a casa Grande e a Senzala que este é o Brasil social perene lido e escrito em genes ( está no genoma ) Portanto, mineiro, pegue a bateia e vem atrás das minas gerais ser mineiro - vem ser mineiro! conquanto cônscio de que os governos sempre roubam o quinto do ouro a história antiga sendo reescrita perenemente por sobre o pergaminho ou papiro ou papel da história das minas nos quintos dos infernos quando mandava El Rey de Portugal e Algarve Hoje continuam a levar do povo até o "quinto dos infernos!" se pudesse existir alguma fração matemática para designar o imaginário inferno de Dante um poeta que entrou no inferno em busca da bem-amada assim como já o fizera Orfeu inveterado lírico cantor cheio de candor no amor - galo cantor na zoologia enquanto instância da ciência e da zoomorfia ou antropozoomorfia enquanto deus na pele de Anúbis que ilustra bem o antropozoomorfismo que poesia um deus no mundo - pois poetizar um deus no mundo é o mesmo que postar - postá-lo nas aras e no saltares e no livro dos mortos - que sempre é o livro dos poetas! A onomástica da terra veio pelo veio das mimas então gerais demais - então minas gerais nome originário do veio da terra porquanto o que nomeia a terra diz da etnia e do povo da terra e dos andarilhos e arrivistas que vieram tomar o território aos indígenas com grandes bandeiras e espadachins cuja destreza leva a mão a escrever a história da vitória de Samotrácia - que a história é sempre do vencedor que a escreve sobre o pó e com o sangue dos mortos aos olhos vermelhos dos demônios a espichar o rabo até a cauda do fauno abarcando vida e morte o preto no branco o dia na noite o xadrez no tabuleiro Somente com os passar do pó dos séculos / depois que o tempo vira pó de madeira nativa / ( o tempo é a parte móvel do espaço ) / sai dos alfarrábios para os olhos dos sábios / desenhado com o dedo na poeira local da vida que foi alfa um dia cintilou em alfa do centauro para a vida que é agora quando o espaço empurrar um outro pedaço de espaço / que se desloca paulatinamente / formando o tempo ou o conceito do tempo ou a intuição do tempo conforme o tempo seja o temo real dado no mover do espaço ou o espaço filosófico de Kant-Shopenhauer que é um sentido interno no homem Dessa espécie de erosão espacial / que se passa na mente ou em natureza nasce o tempo / que é movimento de parte do espaço / movido a torque de algum motor / que se moveu primeiro / depois do motor originário / ( o motor de Aristóteles ) - motor, portanto, que se moveu segundo / ( e não primeiro, mas segundos antes / segundo os Evangelhos e os escritos no Tanakh e Corão / e em tudo que é santo e sábio livro ) / - motor movido a trilhões de anos após o movimento originário / cujo movimento ocorreu antes das estrelas / das cefeidas e anãs brancas / azuis amarelas vermelhas castanhas - antes da eclosão do universo / antes do segundo motor / escrito no espaço / descrito no tempo / - motor descritor lido prensado nos alfarrábios dos rabinos ( Ao ler o alfarrábios / os eruditos inteligentes provam apenas o sabor dos signos nos significados / enquanto eruditos simplórios se enterram sob sete palmos de signos mortos com os mortos despidos do contexto de alma e tumba ) Os sábios, entretanto, provam diferente do vulgo ignaro / parvo parcial parco e patético / pois detectam pelo gosto / a história em pó nos alfarrábios / (onde os mortos vivem em signos e micróbios conjuminados com ácaros traças carunchos... ) / e a relação que mantêm com a história escrita no alfarrábio lido / é tal qual como se fosse o ato de degustar a fruta do pequi / fresca e viva no sabor amarelo de outro ouro da vida / numa curva que alonga o amarelo das abelhas / - amarelo em mel e listas rajadas no abdômen / que prova o gosto originário da terra / em seu amarelecer para outono / transformando o sabor nativo da terra / em sapiência / gosto da terra / e do ser humano sobre a terra / na história que a terra escreve nas frutas / nas abelhas e nas flores / e no homem ali nativo / irmão dos vegetais e dos animais / filho da terra e d água que erodiu a terra / juntou o arenito e fez o ser humano / ao gosto da laranja da terra - o ser humano cuja história primeva foi escrita em seu corpo com geóglifos antes dos escribas por em sânscrito hebraico grego e latim - o homem em hieróglifos posteriormente em demóticos e por fim nas línguas alfabéticas - grego e latim que o homem moderno desde a história das línguas que narram e pensam as histórias dos homens das línguas alfabéticas está descrito e pensado e grego e latim ) / Sobre o flamboyant / ( "Delorix regia" no latim invulgar ) / flor-do-paraíso e pau-rosa / na voz corrente do vulgo / dispensada suposta malícia das brasas do pau-brasil / no pau-rosa que não evoca a rosa em cor e flor / nem a candura da acácia rubra / na cor da face em carmim da moça dente-de-leite / ou do varão no dente-de-leão / - erva daninha bravia pelos caminhos silvestres / aonde não anda pedestre ou quaisquer transeuntes / que não os silvícolas de antanho / tempos em flor para a palavra fulô / desabrochar o "logos" da flor ) / Sobre a mole do Edifício Flamboyant / a lua tal qual uma chapéu de palha pintado no amarelo da lua pia / adorna a cabeça do enorme prédio / como se fora o sorriso do gato de Alice / arrastada lá do País das Maravilhas / para o lugar onde a clareza dos montes é só metáfora / ou cuja toponímia é um exônimo para designar lugar em Portugal que em Portugal afiançam alguns existiam uns montes que designavam de claros - Montes Claros No mês quadriculado por quadrilhas de junho de Santo Antônio / onde abundam quadrilhas e fogueiras e fogos de artifício / e fogo-fátuos e bandeirolas a ataviar os espaços no tempo / de São João e São Pedro / que ainda andam mansos e santos na sua mansuetude / pelo meio do povo simplório em suas manifestações / - do povo das Minas Gerais / na santa terra prometida em filão de Minas Gerais / para onde peregrinou um arameu errante / que veio de longe e de antes / - muito antes que o tempo formasse o pó / que é o espaço de hoje do corpo / entre imaginários montes vislumbrados no horizonte ( ou seja, longe! de uma longura idílica como o amor romântico e o barco no rio com o pescador descendo pelos cachos dos cabelos da cachoeira cantante - cantarolante ) da terra abençoada com pequi no pequizeiro onde sobe o homem da poeira ao rés-do-chão para formar o corpo humano do nativo com a energia de fogo do sol que coze o homem e assim torna esse ser mera cerâmica industrializada pela natureza onde sobeja o pequi cozido com arroz - sápido e amarelo-pequi em nuance matiz por um triz! planta e fruta que dialoga com a língua anatômica e fisiológica sobre o gosto da terra e narra estórias vegetais e também diz do "logos" geológico da terra à sombra do vale entre as montanhas de Minas - minas sempre gerais pelos campos gerais / que miram a serra do espinhaço / e os arbustos floridos de roxo / na beleza plena do ipê roxo / que circula quedo e mudo / como se fosse uma baiana rodando a saia / na escola de samba / Acadêmicos do Salgueiro / estação Primeira de Mangueira / ou num Império Serrano com anum mais extenso que o romano / ao menos na parábola-palavra do aedo / sem medo de arremedo ou do anum negro que firma a casa da noite Subindo para os morrinhos / ao pé do morro / sonhando com o Santo Graal / vi a lua assomar com face amarela entre o Edifício Flamboyant e Deus / A lua interposta entre Deus e a mole do Edifício - vi-a na vida antes de codificar o ato de olhar palor de luar / em noite na qual pensava na mulher / que Joan Miró concebera numa obra de arte pictórica / Em uma noite em que pintara Joan Miró a mulher que amo! arrancada em raiz herbácea do surreal - aquela que somente vive em segredo e degredo de alma dentro de mim escondida do mundo arredia na ermida do rocio ou antes do orvalho fazer catedral templo para corpo humano onde os cavaleiros negros do apocalipse galopam mas não chegam nunca porque lá o espaço fica entre a lua falciforme negra e o espaço guardado pelo anjo do senhor - anjo de mau a pior de anjo a demônio cavalgando um corcel amarelo - cor do trigo da fome no Apocalipse / dos quatro cavaleiros andantes / arrostando moinhos de vento e moleiros moles / cuja armadura é a mole do edifício Flamboyant onde uma pá de moinho roda / pelo toque das mãos do vento / que move moinhos ( ventos são partes do espaço / que se quebraram do todo espacial / e se transformaram em porção móvel / - quinhão denominado de tempo / pois tempo é espaço móvel / ou parcela do espaço estagnado / que se partiu e se tornou espaço em movimento ) A lua que eu olhava era circular / ovalada ou elíptica como sói dizer o físico / para por o "logos" no jargão da física / que quantifica a luz na constante de Planck / ( Quão em quanta se mensurou o espectro da luz do corpo negro! / após a catástrofe do ultravioleta / naquele momento em tese! / não do momento, mas da tese / na equação literal pela borda da álgebra!... ) / Entrementes cismava eu com a mulher nada imaginária / ( e toda imaginação! ) furtada por uma água-furtada de autoria de Joan Miró / que do ( quedo?) quadro do artista célebre / fugisse amazona sobre um alazão ou égua abstrata para dentro da noite escura nada abstrata - noite acolhedora em trevas a vestir a mulher negra na noite / trajá-la com vestes talares nigérrimas / àquela deusa originária da água da placenta / que um dia ou em outra noite / desidratada cairá no pó da terra / como pó de terra / anjo decaído / ser humano morto / no retorno ao húmus / na volta ao ventre da terra / excetuada a mulher que Miró pintou / imortal na tela mental / protegido de bactérias carunhos e ácaros / pelo tempo que tem no abstrato / o anjo da guarda como relicário / depositário fiel dos tesouros da inteligência / encontradiços no museu do Ancião dos Dias / ( A vida goteja na decrepitude ) Pensava eu na mulher dentro da noite / quando olhei a lua a banhar de amarelo-sertão a mole do edifício / e a poesia aqui e ali plasmada nasceu em minha alma / naquele e neste momento ( nunca é neste o momento! - o tempo nunca é no tempo pois o presente é fugidio e tem mais tempo na lembrança do que no momento-minuto ou na hora do cuco sair alardeando no relógio suíço ) - momento ainda em idéia a caminhar caminheira na estrada - caminhão! a cavaleiro negro da mole do edifício / ( cavaleiro negro laçado no apocalipse! ) antes de vir parar à cova aqui cavada nestes versos mortos nesta escrita / ao descrever a mulher pintada pelo artista catalão / que a pôs em tese na tela / ( redundância no vernáculo para designar lugar ) / dentro da noite em obra pictórica / sobrando nas sombras da noite / nos meandros da alma / e fora do espírito que olha / a noite tingir o dia de trevas bastas / em cabeleiras compridas / ocultando a face feminina da noite / sob um véu negro de cabelos longos / - a mulher polifônica minha em poesia e de Joan Miró em tela escrita e desenhada pintada na surrealidade pela paleta do artista e os signos e símbolos do vate a cantarolar uma barcarola ou uma berceuse par um riacho rolar seixos e a criança amada pelo líquido do sangue que enlaça os mares do corpo humano ( Amor está na corrente sanguínea! ) Todavia eu ia encontrar-me com outra mulher / que nem era mulher ainda / porém apenas ( se isso tudo é apenas ou tão-somente ou uma nonada ) / - tão-só uma menina-moça de quatorze anos / tão só! - e tão só quanto a minha solidão máxime em Robinson Crusoé em solitude na ilha / que é o homem e a mulher em corpo humano e corpo de ilha respectivamente ( corpo de ilha é terra igual corpo de homem ) Ah! solidão e solitude!... similar à solidão e solitude que feria a menina dentro da qual havia um mar vermelho que corria para o amor - que amor é sangue está no sangue! - mar vivo contraposto ao mar morto à marmota e ao mármore no qual Micheângelo ou Rodin... ( Insulado é o corpo humano / fechado em si para a vida / Hermética ilha a vida em seu interior / ou seus inúmeros interiores físicos, químicos, eletromagnéticos, espirituais ... os quais trancam o castelo feudal com ponte levadiça abrindo a flor em racimo apenas ao espírito pensante à alma filosofante que doa amor ao rapsodo que recebe... ) Sob a perspectiva filosofante da obra de Joan Miró / naquela noite que eu imaginava ser uma mulher pintada pelo artista / ( e não uma noite propriamente dita ) / apenas minha filha andaria comigo / Ela estaria junto ao meu caminhar / na melhor parte do meu caminho sob lua / abaixo do luar balouçante / móvel lua similar a um gato sorridente / no escuro que faz tez da madrugada / No seio daquela noite pintada pelo palor do luar / que no novilúnio não é lívido / não é de uma lividez que vai ao amarelo macilento / pálido amarelo do vampiro inexistente / imagem tétrica da noite / representada como ser humano / conquanto morto-vivo / sem o sol regando a diva anterior aos cabelos louros da aurora semi-desperta / mas com a lua e as estrelas notâmbulas / caçando morcegos e corujas pelos coruchéus / sempre, entretanto, contíguo ao alvo que corre no leito ou álveo do leite / da terra que mana leite e mel de abelha amada no favo / com flor de laranjeira para o amplexo na barra da alva / favo engasgado e engastado em abelha / engaste da abelha-rainha / uma gema-viva e mais preciosa / que o tesouro do mel / - arroio suave originário do néctar da flor... Em perene canto de aboio - o arroio... descia a madrugada Andarilhos à sombra imensa da noite / sabíamos que somente minha filha teria genética / para me seguir por aqueles ínvios caminhos de peregrinos / dentre os quais ela buscaria comigo a mulher dentro da noite / não a mulher de Miró integral no corpo de trevas noturnas / mas apenas uma mecha do cabelo da mulher virtuosa / essa safira ou preciosa ametista / pérola negra esmeralda turquesa turmalina / porquanto a mulher virtuosa é um ser quase mitológico / se não fosse tão simples assim / como um unicórnio / ( o unicórnio alegre de Salvador Dali - unicórnio surreal, surrealista sustentado no universo surrealista do pensamento... - que pensa o sonho um jardim para o vegetal - o onírico vegetativo pensante no sistema nervoso que envia mensagens ao corpo humano e ao corpo do unicórnio surreal ou mitológico mítico... - mito que cavalga rito!... ) um ser no meio do existente / - meio existente no meio da vida / em meio ao meio ambiente / porém ser apenas na fauna do cérebro humano / e não ser existente na realidade natural / ( fora dos fatos naturais / presente e existente somente dentro do cérebro / e como símbolo da mente / que criou o unicórnio / como Deus criou o homem e a mulher / para além do meu cepticismo estúpido / que existe ao sabor do pensamento imaginativo do homem / dentro desse mundo interno ) / Enfim, uma mulher bíblica/ já quase inexistente ou em extinção / devido à ação predatória do homem / alienado em mídia ou empresa / ou outros monstros e ogros tais / da alienação do pensamento turvo / - torvo corvo estorvo / Pela mulher dentro do corpo da noite / em parábola de Joan Miró / - na alegoria do artista / a mulher que é a deusa / na pele da noite / noiva da consciência em tez negra / vencendo a foice com que a lua se transmuta / simbolizando o carrasco em forma de sociedade-foice / ( a lua desenha símbolo?!) / - derribando com a guilhotina / a cabeça da mulher virtuosa / mas deixando ainda vivo / por alguns minutos sexuais / minutos finais de atividade elétrica o corpo da fêmea / que é semelhante / não a Deus / ( às deusas gregas e romanas do antigo museu do surrealismo grego... ) porém aos animais no cio / para pasto de faunos e sátiros / de mundo irreais para a paixão / que odeio no cristão / não obstante amar no pagão / românticos surrealistas...: surreais românicos! A mulher em Joan Miró / pura poesia é / mas fora dele também / - é poesia mais vasta / ao se por no mundo / ao por seu ser feminino no mundo / aberto aos campos e prados vastos da filosofia / que pesca e pesa mentes dentro de cérebros / peixes em águas profundas / - pesados cavalos-marinhos sem cavaleiros ou amazonas a montar livres no seu vegetar e na sua pensante-vegetante filosofia do real ao surreal